A ARTE DE ARGUMENTAR ANTONIO SUAREZ ABREU PDF

Heurstica o mtodo de anlise que visa ao descobrimento e ao estudo de verdades cientficas. A palavra se origina do verbo grego eurisko, que significa achar, encontrar. Grgias, Fragmentos y Testimonios, pp. A traduo minha. Filho de Caos e da Noite.

Author:Arazil Shagor
Country:Spain
Language:English (Spanish)
Genre:Love
Published (Last):3 June 2013
Pages:94
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ISBN:750-6-42730-804-2
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Philippe Breton, A Manipulao da Palavra, p. Mario Vargas Llosa, Folha de S. Paulo, Caderno Mais, Veja, ano 31, n. Um bom dia, um muito obrigado, as formas de tratamento voc, a senhora , tudo isso gerenciamento de relao. Muitas vezes, ao introduzirmos um assunto, construmos antes uma espcie de prefcio gerenciador de relao.

O personagem Riobaldo, dialogando com seu interlocutor, em Grande Serto Veredas, diz: Mas o senhor homem sobrevindo, sensato, fiel como papel, o senhor me ouve, pensa e repensa, e rediz, ento me ajuda. Assim, como conto. Antes conto as coisas que formaram passado para mim com mais pertena. Vou lhe falar. Lhe falo do serto. Do que no sei. Um grande serto! No sei. Ningum ainda sabe. S umas rarssimas pessoas e s essas poucas veredas, veredazinhas. O que muito lhe agradeo a sua fineza de ateno1.

A nica informao desse texto que Riobaldo, vai falar do serto, coisa pouco conhecida. O resto gerenciamento de relao. O que dizem redundante. Se um diz Eu te amo! Mesmo assim, pergunta outra vez: Voc me ama? E recebe a mesma resposta. E ficam horas a fio nessa redundncia amorosa, em que o importante no trocar informaes, mas sentir em plenitude a presena do outro.

Depois que o relacionamento evolui e se casam, passam a sentir-se mais seguros, um em relao ao outro, e a comeam a negligenciar a parte carinhosa, sensvel entre os dois, para cuidar de aspectos mais prticos. Por esse motivo que, no espao privado, acabamos gerenciando mais informao e menos relao. Dentro de casa, raramente as pessoas dizem por favor ou muito obrigado.

No espao pblico, at mesmo por motivo de sobrevivncia social, as pessoas procuram, com maior ou menor sucesso, gerenciar, alm da informao, a relao. No mundo de hoje e no futuro que nos espera, muito importante saber gerenciar relao.

O mundo est passando por uma mudana em relao ao emprego industrial e rural. Ora, servios implicam clientes e clientes implicam bom gerenciamento de relao. O trabalho do futuro depender, pois, do relacionamento. Mesmo os profissionais liberais dependem dele. O mdico ou o dentista de sucesso no necessariamente aquele que entrou em primeiro lugar no vestibular e fez um curso tecnicamente perfeito.

Um exemplo dessa mudana o fato de que algumas concessionrias de automveis descobriram, em pleno sculo XXI, a tvola redonda. Voc se lembra daquela ideia genial do rei Artur de substituir a mesa retangular, qual ele se sentava com os cavaleiros, e diante da qual eram disputados lugares em termos de hierarquia, por uma mesa redonda, em que todos eram iguais?

As concessionrias esto fazendo a mesma coisa. Esto substituindo as mesinhas retangulares em que o cliente ficava frente a frente com o vendedor representando a empresa, por mesinhas redondas pequenas tvolas redondas , onde ambos se sentam lado a lado, o que favorece um relacionamento mais informal e menos hierrquico. No plano da vida pessoal, no diferente. Quantas pessoas ns conhecemos, gente famosa, bonita, rica, com prestgio, mas extremamente infeliz, por no saber se relacionar com o outro!

A verdade que ningum feliz sozinho, mas, ao mesmo tempo, temos medo de nos relacionar com o prximo. Conseguimos diminuir a distncia que nos separa das partes mais longnquas do mundo, por meio da aviao a jato, da tev a cabo, da internet, mas no conseguimos diminuir a distncia que nos separa do nosso prximo. E quando conversamos com as pessoas, falamos sobre tudo: futebol, automobilismo, poltica, moda, comida, mas falamos apenas superficialmente sobre ns mesmos e, assim, no conhecemos o outro e ele tambm no nos conhece!

Temos medo de entrar em contato com o outro em nvel pessoal, mas precisamos vencer esse medo! H pessoas que vestem uma espcie de armadura virtual para se defender. O tempo passa e elas no percebem que essa armadura no as est protegendo, est apenas escondendo as feridas da sua solido. O outro deve ser visto por ns como uma aventura. Temos de arriscar! Ns nunca estamos diante de pessoas prontas e tambm no somos pessoas prontas.

Ao contrrio, no relacionamento com o outro que nos vamos construindo como pessoas humanas e ganhando condies de sermos felizes. Fernando Pessoa nos fala da frustrao de quem no foi capaz de viver essa aventura: Pensaste j quo invisveis somos uns para os outros?

Meditaste j em quanto nos desconhecemos? Vemo-nos e no nos vemos. Ouvimo-nos e cada um escuta apenas uma voz que est dentro de si. As palavras dos outros so erros do nosso ouvir, naufrgios do nosso entender 2. Muitas vezes, temos medo do poder do outro e por isso nos retramos. Muitas pessoas temem o poder de seus chefes, de pessoas de nvel social mais elevado, s vezes de seus prprios pais, maridos e esposas.

O poder que algum tem sobre mim uma concesso minha! Exploses de raiva, ameaas, acusaes no revelam poder, mas fraqueza! Minhas aes so a fonte do poder do outro. Certa vez, uma amiga associou-se ao clube de uma cidade para a qual se havia mudado recentemente. Ao comear a frequent-lo com os filhos, teve algumas surpresas desagradveis.

A piscina era cercada por grades e, antes de us-la, tinham todos de tomar uma ducha e apresentar as carteiras do clube, embora j tivessem feito isso na portaria. Uma das crianas, que tinha entrado com uma mochila, teve de retornar ao vestirio para despejar seu contedo em um recipiente de plstico transparente, para que os fiscais da piscina pudessem verificar o que estava transportando.

Ao voltar piscina, teve de tomar outra ducha e apresentar novamente a carteira. Quando algum queria tomar refrigerante ou um sorvete, no podia faz-lo dentro do recinto da piscina. Tinha de sair, ir at o bar e voltar depois, repetindo a ducha e a apresentao da carteira. Depois de inteis reclamaes a funcionrios e direo, minha amiga decidiu mudar de clube e ficar livre daquela rotina infernal.

Ao associar-se ao clube, sem que soubesse, ela tinha dado a seus funcionrios e diretores o poder de controlar seus passos. Bastou sair dele para ficar livre desse poder! Minha mente tambm a fonte do poder do outro. Para que eu me liberte, preciso primeiro libertar minha mente. Na Austrlia, em uma tribo aborgine em que existiam prticas semelhantes ao vodu, o xam 3 podia condenar algum morte, simplesmente apontando-o com um osso e ordenando-lhe que morresse.

E o ndio apontado de fato morria, sem cometer suicdio, de morte natural, pois ele estava preso dentro de sua prpria mente ao poder do xam. Cientistas que estiveram fazendo pesquisas nesse local, em , pediram ao xam que lhes ordenasse morrer, utilizando o mesmo procedimento usado com os membros da tribo, e nada lhes aconteceu.

Durante a Idade Mdia 4, sobretudo por influncia de Santo Agostinho, a Igreja condenava a prtica do sexo, mesmo entre pessoas casadas, nos dias santificados, aos domingos, quarenta dias antes da Pscoa, pelo menos vinte dias antes do Natal, trs dias antes de receber a comunho. Os perodos de continncia chegavam a cinco meses ao ano e os fiis, com justa razo, se queixavam de que no lhes sobrava muito tempo. Entretanto, procuravam respeitar as proibies, sobretudo as mulheres, pois morriam de medo de que Deus as visse em pecado e tivessem de confessar-se aos padres, que tinham o poder de aplicar as terrveis penas dos Penitenciais5.

Essas condenaes variavam entre ficar meses a po e gua at a priso em regime fechado. Apenas a ttulo de exemplo, para o sexo oral a pena era de dez a quinze anos de priso, enquanto que para o assassinato premeditado era de sete anos.

Foi por essa poca, no sculo XIII, na cidade de Lausanne, na Sua francesa, que cinco mulheres, entrando na Catedral para a festa do padroeiro, sofreram uma espcie de ataque epiltico, pelo remorso de terem feito amor com seus maridos no dia anterior. Somente depois de confessarem esse terrvel pecado e manifestarem sincero arrependimento, voltaram ao estado normal.

A mente delas dava aos sacerdotes e Igreja o poder de faz-las ficar doentes e ter ataques. Guimares Rosa, Grande Serto Veredas, p. Fernando Pessoa, Livro do Desassossego, p. Xam nome de feiticeiros da sia Setentrional e, por extenso, de feiticeiros de todas as sociedades consideradas inferiores. Livros que continham catlogos de pecados e uma lista de penitncias para cada um deles. Os mais antigos Penitenciais vm dos mosteiros da Irlanda, onde foram compostos pelos abades. Significava fazer algo por meio do auxlio divino.

Convencer construir algo no campo das ideias. Quando convencemos algum, esse algum passa a pensar como ns. Persuadir construir no terreno das emoes, sensibilizar o outro para agir.

Quando persuadimos algum, esse algum realiza algo que desejamos que ele realize. Muitas vezes, conseguimos convencer as pessoas, mas no conseguimos persuadi-las. Podemos convencer um filho de que o estudo importante e, apesar disso, ele continuar negligenciando suas tarefas escolares.

Podemos convencer um fumante de que o cigarro faz mal sade, e, apesar disso, ele continuar fumando. Algumas vezes, uma pessoa j est persuadida a fazer alguma coisa e precisa apenas ser convencida. Precisa de um empurrozinho racional de sua prpria conscincia ou da de outra pessoa, para fazer o que deseja.

Precisamos apenas dar-lhe uma boa razo para que ele faa o negcio.

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